Novo líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO) afirma, em entrevista ao UOL e à Folha de S.Paulo, que "ninguém foi tão atacado ou precisou se defender" como o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Para o parlamentar, Bolsonaro teve a sua carreira política "interpretada" de modo injusto, o que o tornou alvo de "todos os tipos de ataque.
A declaração foi dada antes da recente polêmica envolvendo o nome do presidente na investigação do caso Marielle e se refere à repercussão de um vídeo, compartilhado por Bolsonaro, em que um leão é acossado por hienas representando o STF (Supremo Tribunal Federal), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), veículos de imprensa e outras instituições. O presidente deletou o conteúdo e desculpou-se, o que, na opinião do senador, é o suficiente para encerrar o assunto.
Na entrevista, concedida anteontem em Brasília, Gomes afirmou ainda considerar "impossível" o avanço de qualquer projeto do governo federal que defenda cortes no salário de servidores e prejuízos à estabilidade do funcional.
Experiente no Parlamento, o congressista já esteve em partidos com inclinações ideológicas distintas, à direita e à esquerda, mas é reconhecido como membro do bloco informal conhecido como centrão. Antes de migrar para o MDB a convite do senador Renan Calheiros (MDB-AL), ele fazia parte do Solidariedade. Apesar disso, o senador diz que não se enxerga como um quadro da "velha política."
Não me considero um político fazendo velha política. Na verdade, eu não consigo entender quem está fazendo nova política e quem está fazendo velha política. Acho que a gente busca a boa política".
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