Os primeiros dias de Aras como procurador-geral da República foram dedicados à escolha da equipe. Entre os nomes apresentados, estão profissionais que agradam ao governo, como o subprocurador Aílton Benedito, e outros que trafegam entre grupos de oposição ao Executivo, como José Bonifácio de Andrada, que atuou em posição de destaque na gestão do ex-titular da PGR Rodrigo Janot. Até a próxima quarta-feira, Aras vai realizar uma série de reuniões e apresentar suas intenções aos demais integrantes do órgão.
Ele chega ao cargo com o Ministério Público dividido entre procuradores que o rejeitam, por supostamente colocar em risco a independência do órgão, e os que o apoiam, por ver nele um perfil diferente dos que passaram pelo posto recentemente. Também precisará atuar em crises internas criadas na gestão Dodge, como a gerada por grupos que defendem o retorno de regalias e o aumento de salários.
Novo PGR,
Aras pretende destravar economia e combater a macrocriminalidade Durante a sabatina no Senado, etapa necessária para ser confirmado no cargo, Aras ressaltou que sua gestão defenderá direitos das minorias, sem destacar quais, e garantiu que vai atuar sem comprometimento com as pautas do Executivo. “Não há alinhamento no sentido de submissão a nenhum dos Poderes, mas há evidentemente o respeito que deve reger as relações entre os Poderes e suas instituições. Eu asseguro a Vossas Excelências que não faltará independência a esse modesto indicado. Harmonia no sentido de que o sagrado interesse público prevaleça.
A independência por si só, excluída a harmonia, pode gerar conflito, e o Estado conflituoso não ganha”, afirmou, em discurso.






