A Polícia Federal suspeita que a invasão ao celular do ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e a procuradores da Operação Lava Jato tenha sido planejada. Os investigadores estão colhendo indícios sobre a autoria, sobre quem teve acesso de forma ilegal a conversas privadas do ministro e qual o método usado pelos hackers. São quatro inquéritos sobre ataques semelhantes. No caso de Moro, já se sabe que o ministro atendeu a uma ligação de um número igual ao dele, e que isso permitiu o acesso ilegal ao aplicativo Telegram --que Moro não usava mais. Como o Telegram pode ser invadido? Entenda as diferenças desse aplicativo para o Whatsapp Investigadores afirmaram que os hackers clonaram o número de Moro, abriram ou reativaram a conta do ministro no Telegram e se passaram por ele. Moro desativou a linha invadida. No mês passado, procuradores da Lava Jato no Rio e no Paraná relataram tentativas de invasões semelhantes. A procuradora geral da República, Raquel Dodge, considerou os ataques graves e disse que configuram uma situação que pode comprometer diversas apurações em curso. Segundo a Procuradoria Geral da República, procuradores da Lava Jato atenderam a ligações do próprio número. A PGR abriu procedimento interno para acompanhar o caso e, desde então, tem reforçado as orientações para ampliar a segurança dos aplicativos de mensagem usados pelos procuradores. Nesta terça (11), o Telegram negou que o aplicativo tenha sido alvo de hackers, ao contrário do que dizem os investigadores. Eles apontaram duas possibilidades para a invasão de celulares: umas delas é que as contas de Moro ou dos procuradores poderiam não estar bem protegidas; a segunda é a invasão do próprio telefone celular, e não do Telegram.
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