Para convencer a bancada de seu partido, o PSL, a não alterar o texto da Medida Provisória 870, da reforma administrativa, e não correr o risco de ver a proposta perder a validade, o presidente Jair Bolsonaro disse aos senadores que os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça, Sérgio Moro, trabalharão juntos no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O Senado vai analisar a MP nesta terça (28). O texto que chegou da Câmara, colocou o conselho sob a guarda do Ministério da Economia, mas será apresentado um destaque para devolver o órgão à Justiça. Bolsonaro convocou uma reunião com quase toda a bancada do seu PSL - Major Olímpio (SP) e as senadoras Juíza Selma (MT) e Soraya Thronicke (MS); menos seu filho Flávio Bolsonaro (RJ) - para pedir que eles não avalizem a mudança. Com isso, os senadores do partido do presidente votarão pela manutenção do texto da Câmara. Em reunião no Ministério da Economia no fim na manhã desta terça-feira (28), decidiu-se que Moro poderá indicar os coordenadores do Coaf. Quando começou o debate sobre o destino do conselho, Guedes já havia prometido ao colega manter a diretoria que o ex-juiz havia colocado no órgão em uma reestruturação que já havia iniciado. Ao enviar a MP para o Congresso, o governo queria o Coaf no MJ. Moro então deu início a uma ampliação do conselho, à qual Guedes também prometeu dar continuidade. Olímpio saiu convencido. Esses três votos que não serão dados ao destaque farão diferença no plenário essa tarde, em uma votação que se espera apertada. A intervenção pessoal do presidente fez-se necessária a partir da percepção de que nenhuma medida aplicada até o momento estava surtindo resultado. Mais cedo, ele enviou por meio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), uma carta dando avala a sua base aliada ao texto da MP 870 conforme aprovado na Câmara, sem mudanças. O documento foi assinado também pelos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça, Sérgio Moro.
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