Minas Gerais marcou presença entre os vencedores da 36ª edição do Prêmio Shell de Teatro, realizada na quarta-feira (18/3), em São Paulo. O Grupo Galpão conquistou o prêmio de direção com o espetáculo “(Um) Ensaio sobre a Cegueira”, dirigido por Rodrigo Portella, enquanto o grupo Quatroloscinco venceu na categoria iluminação com a peça “Velocidade”, assinada por Marina Arthuzzi. Já a dramaturga belo-horizontina Silvia Gomez foi premiada por “Lady Tempestade”.
Inspirada na obra de José Saramago, a montagem do Galpão aposta em uma narrativa híbrida, em que atores transitam entre personagens e narradores. Com poucos elementos de cena, o espetáculo propõe uma experiência imersiva, envolvendo o público na atmosfera de desorientação provocada pela cegueira coletiva retratada na história. A produção já havia sido reconhecida anteriormente pelo Prêmio APCA.
Rodrigo Portella também esteve entre os destaques com “O Motociclista no Globo da Morte”, que rendeu a Eduardo Moscovis o prêmio de melhor ator no júri do Rio de Janeiro. O monólogo acompanha a trajetória de um matemático marcada por um episódio de violência.
Já “Velocidade”, décima montagem do Quatroloscinco, utiliza a iluminação como elemento central da dramaturgia. A luz acompanha as variações entre aceleração e pausa, funcionando quase como um personagem e reforçando reflexões sobre o tempo.
Na dramaturgia, Silvia Gomez foi premiada por “Lady Tempestade”, espetáculo que retrata a vida da advogada Mércia Albuquerque, conhecida por sua atuação na defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar. A obra aborda temas como memória, repressão e justiça.
A cerimônia também homenageou a atriz Zezé Motta e reuniu mais de 70 indicados em cerca de 40 espetáculos avaliados pelos júris de São Paulo e do Rio de Janeiro, consolidando o prêmio como um dos mais importantes do teatro brasileiro.
A Redação.





